Após a anamnese, um bom exame físico é importante para avaliar o tamanho do útero, a presença de massas pélvicas e dor ao exame, que são dados que auxiliam no raciocínio diagnóstico.
A ultrassonografia é fundamental para uma avaliação inicial dos órgãos pélvicos, e nos ajuda a diferenciar as mulheres com fluxo intenso sem uma causa orgânica daquelas que tem uma doença orgânica. Várias doenças podem levar ao fluxo menstrual intenso e aqui vai a lista: miomas uterinos, pólipos endometriais, adenomiose, hiperplasias endometriais, cânceres de endométrio; além de doenças não ginecológicas, como distúrbios de coagulação ( plaquetas baixas, doenças hematológicas que levam a uma redução na coagulabiliadade do sangue) e disfunções hormonais ( insuficiência de progesterona, hipotireoidismo).
Quando uma causa é determinada, muitas vezes há tratamento específico para ela; p. ex, ao diagnosticar mioma uterino na posição submucosa, ou seja, miomas que se encontram em íntimo contato com a cavidade endometrial, o tratamento de escolha é a retirada deste mioma por via histeroscópica. O mesmo se dá com os pólipos endometriais.
Muitas vezes estas doenças podem ser controladas com métodos que reduzem o fluxo menstrual sem necessariamente tratar a doença em si, e o mesmo princípio é usado quando não há uma causa bem definida para o fluxo intenso. Vários tratamentos são propostos com eficácia comprovada na redução do fluxo menstrual:
1. Anti-hemorrágicos - ácido tranexâmico ( Transamin, Hemoblock): droga que age nos fatores de coagulação sanguíneos, ajudando a controlar o sangramento. São eficazes e devem ser usados a cada ciclo menstrual, por no máximo 5 dias.
2. Anti-inflamatórios - ácido mefenâmico ( Ponstan, Pontin), ibuprofeno ( Buscofem, Spidufen), piroxican ( Feldene), meloxican ( Melocox): reduzem o fluxo menstrual ao agirem na produção de citocinas inflamatórias endometriais. Devem ser usados no período menstrual, observando as contra-indicações ( gastrite, insuficiência renal), com a vantagem de auxiliarem no controle da cólica menstrual.
3. Anticoncepcionais hormonais combinados (estrogênio+ progestágeno) ou com progestágenos isolados: todos os anticoncepcionais reduzem o fluxo menstrual e, quando o fluxo persiste intenso, a menstruação pode ser suspensa com o uso contínuo do método.
4. Ablação ou Redução Endometrial: método cirúrgico histeroscópico no qual o endométrio é retirado, levando a suspensão completa ou parcial do fluxo menstrual - indicado para mulheres que não desejam mais ter filhos. O endométrio também pode ser destruido por aparelhos que fazem uma destruição térmica do mesmo, como o Therma-Choice.
5. Histerectomia: quando todas as medidas terapêuticas não surtem efeitos e a mullher não deseja mais ter filhos, uma opção seria a retirada do útero, que pode ser feita por várias vias: abdominal, vaginal ou laparoscópica.
O artigo é muito esclarecedor. Obrigada
ResponderEliminarEstou tomando piroxicam segundo dia , porém minha mestruacao não diminuiu. No quinto dia vou tomar pílula.
ResponderEliminarÉ bem esclarecedor. Estou fazendo uso do ciclo 21 indicado pelo ginecologista para melhorar a dor, por conta própria feldene Sublingual e Postan e nada melhora minhas cólicas que são antes durante e depois do ciclo!
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