quinta-feira, 21 de julho de 2011

Menstruação Excessiva e Dolorosa - um evento relacionado a inflamação

As mulheres de antigamente tinhas poucas menstruações pois tinham muitos filhos e amamentavam por muito tempo. Com a mudança de seus papéis na sociedade, as mulheres passaram a adiar a gravidez e reduzir o número de filhos, tornando a menstruação um evento mensal constante e presente ao longo de todas as suas vidas reprodutivas.
Sabe-se que a menstruação se constitui na descamação do endométrio, o tecido que reveste internamente a cavidade uterina. O que deflagra a menstruação é a supressão do hormônio progesterona, que é produzido pelo ovário; caso não haja gravidez naquele ciclo menstrual, a produção hormonal cessa 14 dias após a ovulação e o endométiro descama. A supressão da progesterona deflagra a liberação de uma série de substâncias inflamatórias, responsável pela ruptura do tecido endometrial e pelos indesejáveis efeitos do período menstrual, como cólicas e TPM.
Algumas mulheres apresentam alterações genéticas no tecido endometrial, levando a uma maior produção de substâncias inflamatórias; consequentemente, estas apresentam mais cólicas, fluxo mais intenso e, principalmente, maior predisposição a apresentar doenças ginecológicas relacionadas a alterações menstruais, como miomatose, adenomiose, endometriose e pólipos endometriais.
Toda mulher que apresenta fluxo menstrual intenso, cólicas intensas e sintomas menstruais exarcebados deve encarar sua menstruação como um problema médico, que pode acarretar doenças posteriormente. Baseado em estudos recentes, a tendência dos médicos ginecologistas é suprimir a menstruação em mulheres com este perfil, evitando assim desconfortos, melhorando a qualidade de vida e evitando doenças.
Os anticoncepcionais orais agem no endométrio através do componente progestacional da pílual, causando atrofia deste tecido e evitando a produção das substâncias inflamatórias. O uso contínuo da pílula evita a supressão da progesterona e a descamação do endométrio e por isso contitui-se na terapêutica mais utilizada para tratar sintomas menstruais intensos.
No Brasil, existem duas pílulas combinadas (estrogênio + pprogesterona) liberadas para serem usadas de forma contínua - o Gestinol 28 e o Elani ciclo. Além disso, existem as pílulas de progesterona (Cerazette e Kelly), implantes subdérmicos (Implanon) e DIU medicado com progesterona (Mirena). Todos estes métodos levam a supressão da menstruação ou ao menos a redução menstrual importante. Existem muitos mitos e dúvidas referentes a supressão da menstruação. Há mulheres que acreditam que o sangue fica retido no útero ou "sobe para a cabeça". Outras pensam que se tomadas de forma contínua as pílulas podem interferir numa gestação futura, levando a dificuldade para engravidar. Tudo isso não é verdade e não há riscos no uso contínuo das pílulas, a não ser os riscos próprios dos anticoncepcionais, ou seja, tomar contínuo ou pausando para menstruar não faz diferença em termos de risco.
O avanço na medicina objetiva trazer conforto e bem-estar, além de previnir doenças a todas nós. Se você sofre com a menstruação, procure seu médico pois a ajuda está disponível a todas nós.

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