sexta-feira, 22 de julho de 2011

Síndrome Metabólica - você precisa conhecer.... e evitar!

Este artigo é um alerta geral. Estamos nos matando aos poucos e nem percebemos. Com os conhecimentos da medicina no tocante ao funcionamento dos processos metabólicos do nosso organismo, já temos subsídios suficientes para dizer que a humanidade caminha a passos largos em direção ao abismo, apesar das sirenes e dos avisos luminosos. Na atualidade entendemos os processos metabólicos que levam ao envelhecimento e às doenças. Com base nesses entendimentos, é possível adotarmos medidas vigorosas, perfeitamente acessíveis à maioria das pessoas, o que lhes proporcionará uma vida mais saudável, feliz e produtiva. Hoje vou falar somente de um capítulo relacionado ao assunto....
Para começar, vamos entender a relação entre o metabolismo dos carboidratos e uma série de doenças que você conhece e que quer passar bem longe delas. Existem vários tipos de carboidratos. Alguns tipos, ao serem digeridos, estimulam a liberação de grandes quantidades de insulina, um hormônio produzido no pâncreas, responsável pela manutenção dos níveis normais de glicose no sangue. Com o passar do tempo, o organismo vai ficando resistente a essas quantidades aumentadas de insulina, e libera mais e mais desse hormônio, para manter a glicose dentro do limite normal. A isso chamamos “resistência insulínica”. A quantidade de insulina que seu pâncreas produz varia de acordo com o tipo e a quantidade de carboidrato que você ingere. A isso chamamos “carga glicêmica”. Vários alimentos do nosso dia a dia têm altas cargas glicêmicas: arroz branco, batata, macarrão, pão francês, além de todos os produtos industrializados: bolos, biscoitos, pães e bolachas, que além de tudo são ricos em gorduras maléficas; em compensação, os legumes e hortaliças contêm carboidratos com baixas cargas glicêmicas: cenoura, feijão, amendoim, milho e macarrão integral. Doces em geral liberam muita insulina e devem ser evitados. Você pode fazer as substituições e usar frutas em lugar das sobremesas e dos chocolates. Use adoçantes, de preferência a Estévia, que é natural. Informe-se sobre a carga glicêmica dos alimentos que você consome ou procure orientação com uma nutricionista.
O excesso de insulina leva ao acúmulo de gordura abdominal, enrijece as artérias, transforma os carboidratos em gordura ruim, leva à inflamação e a dano celular de forma crônica e silenciosa. A essas alterações damos o nome de Síndrome Metabólica (SM). Por definição, o diagnóstico requer três dos cincos critérios seguintes: circunferência da cintura > 102 cm para homens e > 88 cm para mulheres; nível de triglicérides no sangue > 150 mg/dl; HDL ( o “bom colesterol”) menor que 40mg/dl para homens e 50 mg/dl para mulheres; pressão arterial superior a 135/85 mmHg e glicose no sangue > 99mg/dl. A SM pode acelerar o envelhecimento e predispor o indivíduo a uma série de doenças graves, entre as quais a coronariana, o câncer e a doença de Alzheimer, além de diabetes, hipertensão arterial, artrite e doenças neurológicas. Pessoas com SM apresentam-se cansadas, com dificuldades de concentração e de perder peso, irritabilidade e alteração da memória. Você pode reverter isso aplicando uma dieta com redução acentuada de carboidratos, usando preferencialmente os de baixa carga glicêmica, retirando o açúcar, fazendo atividade física regular e, em alguns casos, tomando medicações que melhorem a resistência insulínica, como a metformina. Procure seu médico e peça a ele para investigar a SM. Se você quer chegar aos 60 com “saúde de ferro” e “corpinho de 30”, comece hoje a se cuidar seriamente. Ótima semana!

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