segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“DEUS QUIS MATAR MOISÉS”

“... o Senhor se encontrou com Moisés e procurou matá-lo.” (Ex. 4.24b)

          Houve um dia quando Deus quis matar Moisés. Só não o fez graças à sabedoria e iniciativa de Zípora, sua esposa (graças a Deus pelas esposas sábias e corajosas!). Não fosse pela sábia intervenção dela, não resta dúvida de que Deus teria destruído Moisés.

          Deus não tem respeito por homens de alta posição ou inigualável potencial; Ele não tem respeito por homens ricos e poderosos; nem tampouco por homens inteligentes e influentes. Todos, sem exceção, precisam se curvar ante a Sua majestosa presença em humilde obediência e submissão. Mesmo o grande e incomparável Moisés que Lhe falava face a face como se fala com um amigo teve que aprender esta lição.

          Deus jamais ignora a presença do pecado em qualquer um de seus filhos. Ele não ignorou o descuido e a desobediência de Moisés; também não ignorou as transgressões de Davi, a quem Ele próprio chamou de ‘homem segundo o meu coração’. Ele sempre trata dos nossos pecados, mas jamais os ignora.

          Deus jamais ignora a presença de qualquer tipo de pecado em qualquer um de seus filhos. Negligenciar circuncidar o filho pode ter parecido algo banal aos olhos de Moisés, mas não fosse a intervenção de sua esposa, esta ‘pequena falha’ teria ceifado a sua vida.

          Deus não depende de homens para realizar os seus planos eternos. Se o grande e talentoso Moisés não é suficientemente cuidadoso para observar e cumprir aquilo que lhe foi dito, Deus, na sua inquestionável soberania, pune-o com a morte e levanta tantos outros ‘moiséses’ quantos lhe aprouver. Se uma geração inteira de israelitas não está disposta a confiar nas Suas promessas e caminhar em obediência, Ele espera toda esta geração morrer no deserto e levanta uma nova geração através da qual possa dar consecução aos Seus planos. Tempo nunca foi um problema para Ele.

          Deus não dá carta branca a nenhum dos seus servos, mesmos aos mais famosos e poderosos. Nenhum dos seus escolhidos tem crédito com Ele, a ponto de achar que pode ignorar um ponto de suas ordenanças e sair ileso.

          Amados, regozijemo-nos com Pai, sentemos em seu colo e sintamos o doce afago das Suas mãos, mas jamais brinquemos com Ele, e muito menos com o pecado.

          Deus jamais se deixa escarnecer. Nem mesmo pelo mais nobre e notável de seus filhos.

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