“ Quão lamentavelmente fácil é fazer do próprio trabalho que Deus nos confiou um pedestal no qual exibimos a nós mesmos.”
O gigante interior contra o qual Davi lutou sem descanso até o dia da sua morte não se formou da noite para o dia. Ele cresceu e se fortaleceu aos poucos. Os gigantes interiores que hoje combatemos sempre se alimentaram das nossas fraquezas; é o nosso lado obscuro e inconfesso que os torna, com o tempo, senhores das nossas decisões e atitudes.
O caso Bate-Seba trouxe para a luz os gigantes que habitavam, há muito, os recônditos do coração de Davi. Aquele desconhecido jovem pastor de ovelhas experimentou uma ascensão meteórica, tornando-se em pouco tempo o rei da nação israelita. No início o trono lhe pareceu suntuoso e elevado demais, mas, com o passar dos anos, ele parece ter-se acostumado com as glórias das alturas. Tão bem se adaptou Davi ao trono que ele começou a fazer uso da autoridade que Deus lhe conferiu para satisfazer aos seus desejos pessoais. (Perigo! sinal de queda adiante.)
No início Davi era apenas um jovem desconhecido pastor de ovelhas que tinha uma missão de Deus para cumprir; com o passar dos anos, ele se tornou o grande e renomado rei Davi com vários desejos e sonhos pessoais a serem realizados e concretizados. (Perigo! Risco de desabamento.)
Se não mantivermos o ardor, a humildade e a submissão do começo, todos nós corremos o risco de permitir que o nosso EU que se assentou conosco no trono assuma o controle das nossas decisões e atitudes.
Não nos enganemos, amados: Púlpitos sempre tendem a se degenerar em tronos; cajados sempre tendem a se degenerar em espadas; e bacias em Jacuzzis!!!
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