Aqui estou: 02:42 da madrugada de uma terça-feira quente de primavera sem conseguir conciliar o sono. Exausto, depois de um dia bastante atarefado. A vontade de dormir é grande, mas o estômago queima terrivelmente. Queima também o peito. Parece que vou explodir de tanto mal estar. Antes de deixar a cama, ainda orei, orei, e orei novamente a Deus, pedindo que aliviasse o meu mal estar e me fizesse dormir, mas parece que Ele não escutou nada do que eu disse...
Quando olhei para aquela mesa farta diante de mim ontem à noite,
pensei assim (como sempre faço nestas ocasiões), “é claro que desta vez vai dar certo! Prometo que vou comer apenas alguns destes deliciosos rechonchudos pãezinhos de queijo aqui, uns poucos pedaços daquele bolo tão diferente e apetitoso ali, e beliscar, bem de leve, aquela canjica suculenta (hum!)... com amendoim! (humm!!!). É claro que desta vez não vou me sentir mal.”
E assim foi, quero dizer, cá estou eu... de novo... tentanto fazer dar certo aquilo que, há anos e anos – desde que me entendo por gente – não funciona pra mim: comer demais tarde da noite. É comer e sofrer. Suor, calafrio, queimação no estômago, ânsia de vômito, e tudo mais. Não tenho experimentado outra coisa nestes últimos trinta anos ou mais de um sistema digestivo radicalmente intolerante a qualquer tipo de alimentação depois das sete horas da noite. Já tentei tapeá-lo com toda sorte de comida, mas ele não aquiesce. Jamais. É como se dissesse: “Jocimar, você já me conhece; a escolha é sua. Não faço acordos. Não me venha depois culpar pelos resultados.” E eu, que de teimoso tenho tudo (principalmente, olhos grandes diante de uma mesa farta), continuo nesta queda de braço, ou melhor, de boca, com o meu débil aparelho digestivo. E sabe qual é o score atual? Ele: 1000 x Eu: 0.
Tal limitação pessoal me remete às palavras do Senhor ao Seu povo através do profeta Moisés: “Porém, se vocês não cumprirem o que estão prometendo, estarão pecando contra o Senhor. E fiquem sabendo que vocês serão castigados por causa dos seus próprios pecados.” (Números 32.23) Ao que parece, a minha calamidade pessoal é figura de uma calamidade coletiva. Quantas e quantas vezes ao longo de nossas vidas não temos também tentado fazer o errado dar certo, escolhendo, conscientemente, o caminho da desobediência a Deus? Enganamo-nos ao achar que podemos nos esquivar daquilo que preceituou o Senhor: “O vosso pecado vos há de achar!” Sabemos, de sobejo, que o fruto do pecado é a morte, mas teimosamente insistimos numa queda de braço com o Deus Todo-Poderoso! (e ainda nos julgamos inteligentes!) . As noites mal dormidas, então, se repetem, infalível e soberanamente até que haja uma rendição completa de nossa parte...
Ui! ... Ai!... Aaai!
Vai dá não!
Licença aí que tenho que correr para vomitar...
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