Neste texto, há três elementos que, a meu ver, pressupõem um ministério abençoado e bem-sucedido, segundo os padrões do reino de Deus.
I. Vs. 1 – “Eu vi o Senhor”.
O que falta a muitos ministérios hoje é esta visão do Senhor exaltado e glorificado; Senhor que reina, que governa e que é soberano sobre todas as coisas. Nenhum homem jamais deveria ousar começar uma vida ministerial sem que antes tivesse no seu curriculum a prova de uma experiência pessoal e incontestável de uma visão de Deus. A verdade que, às vezes, sobejam títulos, comendas e realizações numa tentativa de compensar a falta desta experiência. Sobejam líderes espirituais doentes, portadores de uma visão espiritual totalmente doentia, que se propõem a guiar o povo à Luz; cegos guiando outros cegos.
O que torna um ministério abençoado, abençoador e bem-sucedido é que ele nasce a partir de um encontro real com o verdadeiro Deus, e não a partir de um mero conhecimento intelectual ou teológico.
“Ver o Senhor” não é uma experiência que um curso teológico possa proporcionar; nem tampouco décadas de serviço cristão podem fazê-lo; e nem mesmo a produção de uma memorável obra teológica ou a construção de um magnífico ícone religioso. Na verdade, se esta experiência não anteceder a estas coisas, há uma chance muito grande de que elas se tornem meras produções humanas.
Um ministério abençoado, abençoador e bem-sucedido começa com a visão de um Deus entronizado.
Um ministério abençoado, abençoador e bem-sucedido começa com a visão de um Deus santo.
Um ministério abençoado, abençoador e bem-sucedido começa a visão de um Deus Todo-Poderoso.
II. Vs. 6,7 – “Eu fui tocado pelo Senhor”.
Há muita gente que nunca experimentou o toque de Deus em sua vida ocupando a liderança de um ministério que se propõe a honrar a Deus e a abençoar o povo. Deus, meus amados, curou os lábios impuros de Isaías antes que este saísse da Sua presença para ministrar ao povo. Homens com lábios impuros, dinheiro impuro, relacionamentos impuros, intenções impuras, esquemas impuros, e qualquer outra coisa impura, jamais deveriam sair da presença de Deus para ministrar ao povo antes que esta impureza fosse devidamente tocada e curada pelo Senhor!
O “ser tocado” pelo Senhor (“quebrantado”, “curado”, e “transformado”) terá sempre que anteceder a um ministério que se propõe aproximar as pessoas de Deus. Sempre. Não há o que se negociar aqui.
Homens que não tenham sido tocados por Deus até podem realizar obras grandiosas e notórias, mas jamais produzirão ministérios que tenham, reconhecidamente, o selo da aprovação do Deus vivo e verdadeiro. Fazer muito pela obra de Deus não significa, necessariamente, fazer a vontade de Deus.
III. Vs. 8,9 - “Eu fui comissionado pelo Senhor”.
Há que se admitir o fato de que alguns ministros foram comissionados pelos pais, que projetaram nele os seus próprios desejos e sonhos, e, às vezes, frustrações;
Há que se admitir o fato de que outros foram comissionados pelo desejo egoísta de se adquirir fama, fortuna e poder;
Há que se de admitir o fato de que outros ainda foram auto comissionados, ou seja, ‘introduziram-se’ no ministério ao invés de serem ‘conduzidos’ a ele.
Amado, não importa a dimensão do ministério que você exerce na obra de Deus: para que você o exerça de forma a honrar a Deus e a abençoar as pessoas, é preciso que ele tenha o selo da visão de Deus, do toque de Deus e do chamado de Deus. De outra forma, todos corremos o risco de, um dia, ouvirmos a notória reprimenda: “Nunca vos conheci vocês.” (Mateus 7.23)
Sem comentários:
Enviar um comentário