Davi foi um homem sujeito às mesmas paixões que nós; talvez tenha sido um super-guerreiro, ou um super-compositor, mas jamais foi um super-homem. Sinto muito desapontar alguém, mas super-homens simplesmente não existem. Ou dependemos da graça e misericórdia de Deus para vencermos as paixões que habitam os porões da nossa alma, ou, como Davi, tornamo-nos reféns delas. E caímos.
Em muitas de suas escolhas, Davi foi extremamente infeliz. E pagou um alto preço por isso.
Davi tornou-se um pilar de humildade, coragem e fé nos campos de batalha. Evitemos imitá-lo no modo como lidou com filhos e mulheres, no entanto. É sempre melhor fazermos de Jesus o nosso exemplo maior.
Davi foi um homem “segundo o coração de Deus”, mas Deus nunca o tratou como seu ‘protégé’, de forma a ignorar os seus pecados. Todas as vezes que pecou, Davi foi devidamente repreendido e castigado.
Deus não desistiu de Davi mesmo sabendo que este apresentava falhas no seu caráter, ou quando tomou decisões erradas (E isso, algumas vezes, custou a morte de outras pessoas); nem tampouco o Senhor deixou de cumprir as promessas que lhe havia feito. Inexplicavelmente, Deus consegue permanecer justo e, ao mesmo tempo, perdoar um homem responsável pela morte de 70.000 pessoas (II Samuel 24.10-17). E de quebra, ainda abençoa a descendência deste. Não me pergunte como isso é possível. “Quem pode explicar as decisões do SENHOR?” (Romanos 11.33,34).
Davi foi perdoado e restaurado porque se arrependeu das coisas erradas que fez, e não porque se assentava num trono real. Deus não teme posição, reputação ou autoridade humanas; Ele, porém, jamais rejeitará um coração humildade e arrependido. (Salmos 51.17)
Todos temos os nossos gigantes interiores, que precisam ser devidamente identificados, combatidos e derrotados (estes, nem sempre tão evidentes como os de Davi). O caminho da humildade, arrependimento e confissão é sempre infalível neste caso.
Davi morreu e foi sepultado com os seus antepassados. Deus, porém, continua reinando sobre a história humana: o mesmo Deus justo, fiel, perdoador e restaurador de sempre. “Pois todas as coisas foram criadas por Ele, e tudo existe por meio dEle e para Ele. ‘Glória a Deus para sempre! Amém!’” (Romanos 11.36)
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