segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“TERCEIRIZANDO O NOSSO RELACIONAMENTO COM DEUS”

“Saul respondeu: - Os meus soldados os tomaram dos amalequitas. Pegaram as melhores ovelhas e o melhor gado para oferecer como sacrifício ao SENHOR, o seu Deus. E destruímos completamente o resto.”
“- Eu pequei! – repetiu Saul. – Mas pelo menos me respeite na frente dos líderes e de todo o povo de Israel. Volte comigo para que eu possa adorar o SENHOR, seu Deus. (I Samuel 15.15, 30 – grifos meus)

A terceirização de serviços é algo que está muito em voga nos tempos modernos. Esta é uma prática muito comum no meio das grandes empresas. Especialistas a vêem como uma das marcas da administração inteligente e eficiente.

No tocante ao nosso relacionamento com Deus, a terceirização é uma prática não apenas repugnante como também destrutiva. Não obstante, não é uma prática ultrapassada, pois há muitas pessoas que preferem terceirizar o relacionamento com Deus a construir um relacionamento pessoal com Ele.

A história de Saul é a história de um homem destinado por Deus a tornar-se um ícone de grandeza, prosperidade e bênção, mas que, ao invés disso, conheceu o fracasso, a vergonha e a ruína muito cedo, por que jamais valorizou o seu relacionamento pessoal com Deus. Saul decidiu, desde o início do seu reinado, que iria fazer as coisas à sua própria maneira, ao seu gosto pessoal, a partir do seu ponto de vista; pouco lhe importava as diretrizes que Deus lhe dava. Com isso, ele se afastou cada vez mais do projeto de Deus para a sua existência e para a existência da sua descendência. A ascensão meteórica que experimentou não se sustentou diante de um espírito de desprezo e rebelião para com o Senhor. A esta postura, seguiram-se perdas irreparáveis, fracasso inevitável e morte prematura. (Prov. 10.27; Ecles. 7.17)

Há uma boa quantidade de cristãos hoje que almeja ardentemente desfrutar das promessas e bênçãos do Pai, mas que, ao mesmo tempo, diz não possuir tempo para estar na presença dEle. Em outros casos, a justificativa é a falta de conhecimento ou capacidade. Seja como for, estas pessoas, à semelhança de Saul, têm optado por terceirizar o seu relacionamento com Deus. É o caso daquele cristão que corre de igreja em igreja para receber oração, mas que nunca fecha a porta do seu quarto e ora, ele mesmo, ao Pai, em segredo; ou daquele outro que leva o Filho à Escola Bíblica semana após semana, mas, ele mesmo não ensina a Bíblia em casa.

Que o final trágico de Saul nos sirva a todos de alerta. Deus jamais se relacionará com um de seus filhos através de terceiros, sejam estes pessoas ou instituições. Ele exige um relacionamento pessoal, íntimo e verdadeiro com cada um de nós. Ou aceitamos a Sua graciosa oferta, ou lidamos, sozinhos, com as conseqüências inevitáveis e danosas da nossa perversa escolha. Com Deus, amados, é tudo ou nada; ou rimos com Ele, ou ruímos sem Ele. Não há meio termo.

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