“E a glória do Senhor Deus encheu o templo.” (2 Crônicas 7.1b)
“O Senhor, o Deus de Israel havia aparecido a Salomão duas vezes e lhe havia ordenado que não adorasse deuses estrangeiros. Mesmo assim, Salomão não obedeceu ao Senhor...” (I Reis 11.9,10)
A glória de Deus encheu, de fato, o templo construído por Salomão; a mesma glória, no entanto, jamais encheu o seu palácio. Sugerimos, portanto, que Deus aprovou a construção do templo, mas rejeitou as contas particulares de Salomão. O Senhor apareceu a Salomão duas vezes (que privilégio!), mas ele jamais soube o que é viver em intimidade com Deus. Durante a sua vida, Salomão relacionou-se com Deus como sendo “o Deus de Davi”, seu pai; “o Deus de Davi”, infelizmente, não se tornou “o Deus de Salomão”.
Assim também tem sido, lamentavelmente, com muitos cristãos que trabalham para o Senhor, realizam obras grandiosas para Ele e, até mesmo, sustentam financeiramente a Sua igreja, e, no entanto, jamais tiveram uma experiência real de salvação e mudança de vida: cristãos que passam a vida inteira adorando “ao Deus de seus pais”.
A história de Salomão é a história de um homem que “viu” a manifestação da glória e do poder de Deus sobre o templo que construiu, mas cuja vida revelou a total ausência desta mesma glória e poder; experimentou o ‘glamour’ dos homens, é verdade, mas não glória do Altíssimo; conheceu a honra e pompa humanas, mas não o poder do alto.
Todos corremos o mesmo risco de desenvolver projetos para Deus sem experimentar o projeto de Deus em nossas vidas; de ver o agir de Deus sem permitir que Ele aja em nós, primeiramente; de ver a glória de Deus, mas experimentar apenas a fumaça do glamour e da pompa humanos.
Que a glória de Deus se faça perceber em nossos desejos, escolhas, expectativas, sonhos, realizações e atitudes; e que Ele, por misericórdia e graça, nos livre da fumaça.
Sobre o templo construído por Salomão desceu a glória de Deus; sobre o seu palácio, fumaça. Apenas fumaça.
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