I Samuel 15.1-34
“ Vá, ataque os amalequitas e destrua completamente tudo o que eles têm. Não tenha só nem piedade. Mate todos os homens e mulheres, crianças e bebês, gado e ovelhas, camelos e jumentos.”
“E Saul derrotou os amalequitas, desde Havilá até Sur, a leste do Egito. Prendeu Agague, o rei dos amalequitas, porém matou todo o povo. Saul e os seus soldados não mataram as melhores ovelhas, os melhores touros, bezerros e carneiros e tudo o mais que era bom. Mas destruíram tudo o que era imprestável e sem valor.” (vs. 3; 7-9, grifo meu).
Primeiramente, gostaria de justificar a mudança do título desta série de meditações. Passamos a utilizar a palavra “teimando” ao invés de “insistindo” por acreditar que ela descreve melhor a atitude de Saul diante da ordem dada por Deus. Penso que todos nós conhecemos muito bem, por experiência, o que é teimosia, não é verdade?
Quantas vezes eu e você, à semelhança do teimoso Saul também nos rebelamos contra a palavra de Deus ao preferirmos seguir as nossas próprias convicções e atender aos nossos próprios desejos?
Como vimos, Saul não estava pronto e desejoso de cumprir as claras instruções do Senhor Deus na sua vida porque, antes de tudo, ele fez de si mesmo o centro da sua existência. (I Samuel 15.12). Consequentemente, ele passou a valer-se do seu relacionamento com Deus e das bênçãos e posição que Deus lhe havia conferido como uma forma de enaltecer e honrar a sua própria pessoa. O equivoco de Saul foi achar que Deus o tivesse escolhido e ungido para que ele fosse servido e honrado ao invés de servir e honrar. Como sabemos, este equívoco o levou ao cúmulo de erguer um monumento em honra de si mesmo.
Saul também não se mostrou pronto e desejoso de cumprir a vontade de Deus porque ele não se preocupou com estabelecer um relacionamento pessoal com o Senhor. (I Samuel 15.30). Desde o início do relato da sua história, no capítulo 9 de I Samuel, percebemos a ausência deste desejo de relacionar-se pessoal e intimamente com o Senhor. Ao conversar com Samuel, Saul repetidas vezes referiu-se a Deus como “o seu Deus” ao invés de “o meu Deus” (veja também o verso 21). Estas ocorrências, que não são casuais, revelam a pouca importância que Saul atribuiu ao seu relacionamento com Deus. E não obstante o Espírito do Senhor tenha vindo sobre ele por duas vezes e o tenha usado de forma poderosa para livrar o povo de Israel (I Samuel 10.10 e 11.6), o seu modo de viver aponta para o fato de que ele nunca chegou a conhecer a Deus de fato.
Um ensinamento a ser aprendido a partir destas observações é que o nosso relacionamento com Deus precisa ir muito além de um relacionamento meramente institucional e religioso. Saul conheceu a Deus como o Deus de Israel e como o Deus de Samuel, mas nunca chegou a conhecê-Lo como o seu próprio Deus e Senhor. Isso resultou numa vida de grande tormento, insegurança e falta de sabedoria; e por fim, numa morte prematura e trágica.
Um outro ensinamento é o fato de alguém ser poderosamente usado por Deus para o cumprimento um propósito não se constituir numa garantia ou evidência de um relacionamento íntimo e pessoal com o Senhor. É lamentável que Saul tenha sido grandemente usado pelo Espírito de Deus em duas ocasiões muito significativas e especiais, mas que ele não tenha rendido a totalidade da sua existência ao controle deste mesmo Espírito. O mesmo fato lamentável pode se repetir na vida de qualquer cristão que decidir andar segundo a carne e não segundo o Espírito, como nos ensina, por exemplo, o texto de Gálatas 5.16-26. Infelizmente, certos cristãos que, no passado, foram usados por Deus de forma grandiosa e singular, hoje se encontram mergulhados num profundo ostracismo espiritual. E por quê? A resposta pode estar justamente no fato de que, com o passar dos anos, estas pessoas se descuidaram do cultivo de uma vida de contínua busca pela presença e unção de Deus em suas vidas.
Saul dr perde pq n sabe ouvir Deus!!!
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